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terça-feira, 7 de junho de 2011

Continente Europeu

Europa, um continente em transformação.
* Na ótica do brasileiro comum, a Europa é um continente profundamente civilizado em que imperam o direito, a ordem, a democracia em sentido ideal. Suíça, Áustria e Alemanha habitam nosso imaginário. É o continente dos sonhos. Mas a Europa possui bósnias e albânias e, como aqui, a miséria ombreia com a riqueza; a paz com a guerra; a democracia com o totalitarismo. O Velho Continente viveu seu apogeu e agora, como que a se preparar para o terceiro milênio, sofre as turbulências naturais da acomodação de placas sociais, políticas, religiosas, étnicas… A Europa é o berço da civilização ocidental. É impossível falar da sociedade humana sem fazer referência a ela. Palco de grandes acontecimentos, o continente europeu passou por grandes transformações. O atual mapa político do continente começou a se formar em 1990, com a unificação da Alemanha, e teve sua última alteração em 2008 com a independência de Kosovo.
* A Europa é um continente com uma área de 10,3 milhões de Km2, que representa somente 19% da Eurásia. A Europa possui 48 países autônomos, na maioria pequenos territórios e os minipaíses, além da Federação Russa que responde por 40% da área total.
Grupo de importantes países no cenário mundial, alguns deles potências econômicas (Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Rússia que fazem parte do G-8).
LITORAL EUROPEU
• A costa européia é extensa e sofre influência das águas do Oceano Glacial Ártico e Atlântico, além de mares menores como o Cáspio e o Negro.
• A Europa é uma península e o seu litoral é composto por várias delas e inúmeras ilhas, dentre elas as principais são: ao norte, A península da Jutlântia, península Escandinava; a oeste, ilhas Britânicas, ilha da Irlanda e ao sul a Península Ibérica, Itálica e Balcânica, além das ilhas de Creta, Sílicia, Sardenha, Córsega e Baleares.
• Outra característica marcante do litoral europeu é a quantidade de estreitos que se apresentam nessa porção do continente, os principais são: Gibraltar, Bósforos e Dardanelos.
* Essas mudanças vieram para confirmar que o dinamismo no continente europeu sempre ocorreu. As novas divisões regionais e organização interna na Europa comprovam que as transformações estão bem compreendidas atualmente, sendo que hoje vigora uma nova alteração no espaço europeu: a formação da União Européia, que está em constante mudança e a cada ano se desenvolve e caracteriza uma visão totalmente inédita sobre a organização do continente e suas relações com as outras nações do mundo.

I – Localização Geográfica:

* Suas terras são atravessadas pelo Circulo Polar Ártico e pelo Meridiano de Greenwich. Em decorrência disso, podemos afirmar que a Europa:
- está localizada totalmente no hemisfério Norte;
- está localizada na Zona Temperada Norte e na Glacial Ártica;
- possui terras no hemisfério leste e oeste.

II – Aspectos Físicos
* Relevo:
1. norte da Europa  (Escandinávia, Ilhas Britânicas, trechos da Alemanha, França ...etc.) – terrenos antigos e desgastados, com predomínio de planaltos: Escandinavo, Cadeia Penina, Maciço Xistoso Renano.
2. Porção Meridional (proximidade do mar mediterrâneo) – terrenos de formação mais recente e bem menos desgastados que os maciços antigos. É onde aparecem diversas cadeias montanhosas: Pirineus, Alpes, Cáucaso, e as maiores altitudes do continente: Monte Brando, 4.810m; Elbrus, 5.633m; Olimpo, 2.917m.
3. Bacias Sedimentares: formação predominante no continente (2/3); são baixos planaltos e extensas planícies que se ampliam do oeste em direção ao leste – Russa, Ucrânia, Pó, etc.
4. Depressões absolutas: ocorrem junto ao Mar Cáspio (Europa e Ásia e nos Reino dos Países Baixos, ao norte do baixo curso do rio Reno).
* Hidrografia: apresenta rica rede hidrográfica. Seus rios são intensamente utilizados para a navegação e transporte de mercadorias, produção de energia elétrica e irrigação de áreas agrícolas. Uma rede de canais facilita a navegação interna, principalmente no centro e no oeste europeu. No extremo norte europeu no Federação Russa, o congelamento dos rios no inverno constitui um obstáculo a utilização econômica da rede hidrográfica.
·                                                         Aparecem inúmeros lagos de pequenas dimensões, a maioria de origem glacial, localizados nos Alpes (Genebra, Zurique, Constança, Garda, ...)e nas regiões ao redor do mar Báltico. (Ládoga – 18200km²)
·                                                         Os mares costeiros distinguem-se do oceano que os circunda pela diferença de salinidade, temperatura e psicosidade. Entre eles destaca-se os mares do Norte, da Noruega, Báltico e o Mediterrâneo.
·                                                         Merecem destaque os Rios: Tamisa é o principal rio da Inglaterra. Extremamente poluído no passado, hoje é considerado modelo de reversão ecológica, pois foi recuperado, depois de 40 nos de limpeza, realizada por meio de construção de filtros e estações de tratamento de esgotos; Danúbio que nasce no planalto da Floresta Negra – Alemanha – e atravessa diversos países: Alemanha, Áustria, República Tcheca, República Eslovaca, Hungria, Iugoslávia, Romênia, Bulgária e Federação Russa.
* Clima
·                                                         Temperado Oceânico: inverno ameno, verão mais fresco. Temperatura = 10°C a 20°C. as quatro estações do ano são bem definidas.
·                                                         Temperado Continental: Maior amplitude térmica entre o inverno e verão. Menor quantidade de chuvas. Inverno rigoroso com nevascas e temperaturas inferiores a 0°C, as quais congelam os rios, lagos, riachos e solos. Com o derretimento da neve e do gelo na primavera, ocorrem inundações. O verão é quente e seco, mas pode apresentar chuvas tempestuosas.
·                                                         Mediterrâneo: Verão quente e seco. Poucas chuvas (outono e primavera). São torrenciais e repentinas, causando inundações e fortes corredeiras.
·                                                         Polar: Verão com temperatura inferior a 10°C e pouca pluviosidade. O inverno é muito rigoroso, com temperaturas próximas a 20°C negativos.
·                                                         Frio de Montanha: Quanto mais alto, mais frio.
* Vegetação:
·                                                         Floresta Temperada: Folhas decíduas, composta de carvalhos, castanheira e faias. Formação de pântanos e turfeiras (solos úmidos – pasta negra, considerada um tipo de carvão em fase inicial de formacao).
·                                                         Floresta Temperada/ Coníferas/ Estepes e pradarias: No solo Tchernoziom ocorre às pradarias e estepes (gramineas). Mais ao norte, a taiga – raízes profundas e folha em forma de agulha (coníferas, pinheiros e bétulas). No solo Podzol – inadequado para a agricultura, nas áreas menos úmidas.
·                                                         Mediterrânea: Vegetação própria que suporta a falta de água no verão. Maquis (arbustos/ moitas densos) e garrigue (árvores lenhosas – alecrim, carvalho e lavanda – e esparsas).
·                                                         Landa: solos menos férteis. É composta por juncos, samambaias e árvores raquíticas. (área desmatada e abandonada da floresta temperada).
·                                                         Tundra: Composta de musgos e liquens e outras herbáceas, que aparecem nos locais onde ocorre o degelo. O solo apresenta camada superficial de gelo, chamada de permafrost.
·                                                         Vegetação Compartimentada: Pela altitude, a vegetação vai se modificando até chegar às elevadas montanhas com gelo eterno. Entre 2000 e 1600m: rasteira composta por gramíneas; - 1600m: sucessão de faias, abetos e pinus; + 2000m: rochas nuas, cobertas pelas neves eternas.
Obs.: A relação entre clima e a vegetação é de fundamental importância para a existência de diversidade de paisagens. As características de temperatura, periodicidade das chuvas, latitude, altitude, velocidade e direção dos ventos, de um local, determinam o tipo de vegetação que ali se desenvolverá.

 

SOCIEDADE EUROPÉIA


 A distribuição da população européia é mais equilibrada em relação às demais regiões do globo, porém há repulsivos à fixação humana, determinam um subpovoamento em certas porções geográficas. É o caso da parte setentrional do território e das grandes elevações do relevo, onde o clima frio age como elemento anecúmeno.
·                                                         Crescimento Vvegetativo NULO OU NEGATIVO: NÃO HÁ AUMENTO POPULACIONAL; POPULACAO REDUZIDA.
·                                                         Problemas:
-          Envelhecimento da população, verificado pelo maior numero de idosos em relação ao total de habitantes, aumenta consideravelmente os gastos com aposentadoria e assistência médico-hospitalar.
-          A PEA é reduzida, em especial nas atividades que exigem menos qualificação; a falta de mão-de-obra gera a necessidade de importação de trabalhadores.
-          A redução da população traz conseqüência em relação ao mercado consumidor como mudanças nos hábitos de consumo; investimento em produtos e serviços para adultos.
·                                                         Causas das baixas Taxa de Mortalidade e de Elevada Expectativa de Vida:
-          Boas condições de alimentação.
-                                                      Acesso à assistência medica de qualidade.
-                                                         Saneamento básico.
-                                                         Avanço na área de tratamento e prevenção de doenças.

·                                                         Imigração / xenofobia/ racismo
- As diferenças no padrão de desenvolvimento, as diferenças regionais e sociais, os conflitos que se verificam no continente são causadores de movimentos migratórios na Europa. Podemos identificar vários padrões de deslocamento na Europa, lembrando inicialmente que, se no passado a Europa foi um continente de emigração (saída), hoje é um continente de imigração. Os europeus colonizaram e ocuparam grandes extensões da América, África, Ásia e Oceania. Contudo, a elevação do padrão de vida nesse continente passou a atrair migrantes em direção aos países mais prósperos do oeste europeu.
Movimentos migratórios na Europa:

* dentro de um mesmo país europeu – é o caso clássico da Itália. O norte da Itália (Vale do Pó) é uma região rica e industrializada, de elevado padrão de vida, enquanto o sul desse país (Mezzogiorno) apresenta padrão de vida inferior, base agrária e menor industrialização. Assim, os italianos do sul se deslocam para o norte do país. Podemos lembrar também dos deslocamentos de alemães orientais para a porção ocidental do país quando ocorreu a reunificação das Alemanhas em 1990.

* de um país europeu para outro – evidentemente dos países mais pobres em direção aos mais ricos. Como exemplo podemos citar o deslocamento de turcos para a Alemanha, albaneses para a Itália, bem como habitantes do leste europeu que têm se deslocado para a Europa Ocidental após as reformas e abertura política na Europa Oriental.

* de outros continentes para a Europa – migrantes que se deslocam da América Latina, África e Ásia em busca de empregos e melhores condições de vida.
A elevação da taxa de desemprego na Europa, associada a essa entrada de estrangeiros tem provocado reações em alguns países europeus que procuram criar e intensificar as barreiras para evitar a entrada desses imigrantes, além de reforçarem o controle em suas fronteiras para barrar a entrada dos ilegais. Partidos políticos de extrema direita tem conseguido maior representatividade junto ao eleitorado por defenderem plataformas contrárias a abertura das fronteiras para os imigrantes. Grupos minoritários radicais, de ideologias totalitárias e racistas tem discriminado, perseguido e até assassinando estrangeiros. É a chamada xenofobia.
Paradoxalmente, vários países europeus apresentam um crescimento populacional muito reduzido e um contínuo processo de envelhecimento da população e, para continuarem mantendo suas taxas de crescimento econômico deverão necessitar de milhões de imigrantes para suprir as necessidades do mercado de trabalho. Além disso, é estranha e, até equivocada, a premissa de que o imigrante rouba empregos dos nativos. Esse estrangeiro constitui mão-de-obra sem qualificação que ocupa postos de trabalho rejeitados pela população local.
·                                                         Religião: Maioria catolicismo (romano e o ortodoxo); protestantismo (luteranismo, calvinismo e anglicanismo);
·                                                         Composições étnica: três grandes ramos étnicos: atlanto-mediterrâneos, germanos e eslavos.

OBS.: A população da Europa Ocidental é uma sociedade de consumo, porque tem a disposição e consome os mais diversos bens e serviços existentes. Isso é decorrente do alto nível de industrialização, do alto volume de dinheiro na economia, bem como da distribuição de renda, que permite a cada cidadão uma parcela justa desse volume.

II – Regionalização do Espaço Europeu


A- Europa Ocidental: é composta por países de economias com elevado grau de industrialização, agricultura mecanizada de alta produtividade e com um dinâmico setor terciário, o qual emprega a maior parte da PEA.


B- Europa Oriental: é composta por países que pertenciam a ex-URSS, ocupavam a periferia do sistema econômico soviético. Estes países atualmente passam por um processo de transição de uma economia planificada para a economia de mercado, além da adaptação de um regime político unipartidário para para um pluripartidário. Os principais objetivos desses países são o desenvolvimento industrial avançado, a construção de um mercado competitivo, a melhoria da população e a sua aceitação como membros da União Européia (2004).

III – Europa Ocidental


Diferenças Regionais: do ponto de vista da Industrialização, percebe-se:

1. Países altamente industrializados: Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Suécia, Suíça, Áustria, Bélgica, Reino dos Países Baixos e Luxemburgo.

- Características:
·         Formado por países que participaram da Revolução Industrial;
·         Possui maior nível de desenvolvimento econômico;
·         Elevada urbanização;
·         Agropecuária moderna.

2. Países de Menor Industrialização: Islândia, Dinamarca, Noruega, Finlândia e Irlanda.

- Características:
·                                 Economia menos desenvolvida que os países do grupo um;
·                                 Atividade primária é muito importante.

3. Países de Industrialização Recente: Espanha, Portugal e Grécia.

- Características:
·                                 Turismo;
·                                 Atividade primária tem grande importância na formação do PIB.

4. Mini-estados Europeus: Mônaco, San Marino, Vaticano, Liechtenstein, Andorra e Malta.

- Características:
·         São conhecidos como países selos;
·                                 Apesar de representarem pontos reduzidos no mapa, alguns têm influencia mundial: vaticano (sede da Igreja Católica Romana), Liechtenstein (Instruções bancárias), Andorra (ZPE – “Hong Kong” dos Pirineus – comercio é livre de impostos, atrai milhões de turistas todo ano).

IV – Europa Oriental


·                                 Principais mudanças: adoção de elementos do capitalismo, como: economia de mercado e a privatização de empresas estatais.
·                                 Obstáculos/Problemas a essas mudanças: divida externa, inflação crescente, desemprego, privatização conturbada de empresas públicas, falta de gêneros alimentícios, baixos salários e o surgimento de problemas sociais.
OBS.: A transição política econômica tem se caracterizado por apresentar um elevado custo social (fechamento de fabricas, lojas e empresas; aumento do desemprego, da pobreza, da inflação e a desvalorização salarial) = aumento da migração, que gerou varias manifestações de violência, confrontos étnicos e o ressurgimento de organizações radicais.

·                                 Países de economia em transição:

1.                             Hungria, Polônia, Croácia, Eslovênia, República Tcheca: apresentam elevado nível de industrialização e melhores condições de vida.

2.                             Albânia, Bósnia-Herzergovina: predominantemente agroindustrial ou economia arrasada pela guerra, respectivamente.

3.                             Bulgária, Eslováquia, Iugoslávia, Macedônia, Letônia, Lituânia e Estônia: países de menor industrialização e condições de vida média.


UNIÃO EUROPÉIA

-                                 A União Européia é uma organização internacional constituída atualmente por 27 estados membros.
-                                 Foi estabelecida com este nome pelo Tratado da União Européia (normalmente conhecido com Tratado de Maastricht) em 1992, mas muitos aspectos desta união já existiam desde a década de 50. A União tem sedes em Bruxelas, Luxemburgo e Estrasburgo.
-                                 A União Européia tem muitas facetas, sendo as mais importantes o mercado único europeu (uma união aduaneira), uma moeda única (o euro, adotado por 15 dos 27 estados membros) e política agrícola, de pescas, comercial e de transportes comuns. A União Européia desenvolve também várias iniciativas para a coordenação das atividades judiciais e de defesa dos Estados Membros.
-                                 O Tratado de Paris, assinado em 1951, estabelecendo a Comunidade Européia do Carvão e do Aço, e os Tratados de Roma, assinados em 1957, instituído a Comunidade Econômica Européia e a Comunidade Européia da Energia Atômica ou Euratom, foram assinados por seis membros fundadores: Alemanha, Bélgica, França, Itália, Luxemburgo e Países Baixos. Depois disto, a EU levou a cabo seis alargamentos sucessivos: em 1973, Dinamarca, Irlanda e Reino Unido; e 1981, Grécia, em 1986, Portugal e Espanha; em 1995, Áustria, Finlândia e Suécia; a 1 de Maio de 2004, República Tcheca, Chipre, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Hungria, Letônia, Lituânia, Malta e Polônia; a 1 de janeiro de 2007, Bulgária e Romênia.
-                                 Em 1972 e 1994, a Noruega assinou também tratados de adesão à União Européia. No entanto, nas duas ocasiões, através de referendos, a população norueguesa rejeitou a adesão do país. À população da Suíça (helvética) foi também proposta a adesão do país à União, mas foi rejeitada através de referendo popular em 2001.  
-                                 A Croácia, Turquia e Macedônia são candidatos à adesão à EU. As negociações com estes países iniciaram-se oficialmente em Outubro de 2005 mas ainda não há uma data de adesão definida – o processo pode estender-se por vários anos, sobretudo no que concerne à Turquia, contra a qual há forte oposição da França e da Áustria.
-                                 A União Européia encontra-se aberta a todos os países europeus que a ela pretendem aderir e que respeitem os compromissos assumidos nos Tratados da fundação e subscrevem os mesmos objetivos fundamentais. Existem duas condições que determinam a aceitação de uma candidatura à adesão: a localização no continente europeu e a prática de todos os procedimentos democráticos que caracterizam o Estado de direito.
-                                 A economia da União Européia é baseada num sistema capitalista liberal sendo ligeiramente maior do que a economia dos Estados Unidos da América.
-                                 O principal objetivo econômico da União Européia é promover uma economia livre, concorrencial e sem barreiras comerciais tanto ao nível das mercadorias, dos capitais, como dos seus cidadãos e nomeadamente dos seus trabalhadores.
-                                 A União Européia tem problemas, que podem ser apresentados em três tópicos principais: o fracasso da Constituição Européia, reprovada em referendos populares na França e no Reino dos Países Baixos; o desencanto popular nos países que fazem parte do grupo (44% dos cidadãos europeus acham que a vida piorou desde a entrada de seus respectivos países na UE, aponta pesquisa do jornal britânico “Financial Times”); e o fraco desempenho econômico dos países do grupo nos últimos anos.
-                                 Há ainda outros problemas importantes a resolver, como a entrada da Turquia no bloco, a crise que se estendeu com a Federação Russa após os Estados Unidos negociarem a instalação de bases militares na Polônia e na República Tcheca, a falta de empregos e a maciça onda de imigrantes africanos chegando ao velho continente.

Objetivos da União Européia

* Promover a unidade política e econômica da Europa;
* Melhorar as condições de vida e de trabalho dos cidadãos europeus;
* Melhorar as condições de livre comércio entre os países membros;
* Reduzir as desigualdades sociais e econômicas entre as regiões;
* Fomentar o desenvolvimento econômico dos países em fase de crescimento;
* Proporcionar um ambiente de paz, harmonia e equilíbrio na Europa.



Fim da URSS

01 – ex- URSS: Mikhail Gorbatchev assumiu o governo da UNIÃO SOVIÉTICA em 1985, em meio a uma profunda crise econômica, social e política. Era grande o descontentamento popular em relação a vários problemas como:
·                                Falta de liberdade de expressão;
·                                Inexistência de partidos políticos de diferentes ideologias;
·                                Privilégios para os burocratas;
·                                Escassez de gêneros alimentícios e eletrodomésticos.

02 – Modificações introduzidas na Organização Política da UNIÃO SOVIÉTICA, pela Glasnost (abertura política – permitiu a liberdade de expressão e surgimento de movimentos nacionalistas):
·                                Substituição de dirigentes conservadores do PCUS;
·                                Libertação de presos políticos;
·                                Fechamento do PCUS após o golpe de estado em 1991;
·                                Eleições diretas para presidente das repúblicas.

03 – Pontos básicos da Perestroika (reestruturação econômica – introduzir na economia, a propriedade, a concorrência e o lucro – mecanismos típicos da economia de mercado):
·                                Acabar com o sistema de planejamento econômico centralizado;
·                                Introduzir a economia de mercado
·                                Substituição do monopólio do Estado para propriedade privada;
·                                Reduzir os gastos de defesa militares; (Luta para o fim da corrida armamentista);
·                                Diminuir os empréstimos às empresas deficitárias;
·                                Corte de ajuda econômica aos países socialistas.

04 – A US, um dos países mais influentes no século XX, desapareceu em dezembro de 1991. Logo após, a dissolução da UNIÃO SOVIÉTICA, foi criada a CEI, com o objetivo de administrar o fim da URSS. Era essencial para a Federação Russa manter as relações com as outras repúblicas independentes. - Parte do arsenal nuclear e da frota da extinta União Soviética ficou em território das nações independentes, como as energéticas com fornecimento por oleodutos e gasodutos.

05 – A CEI é composta por 12 países que faziam parte da URSS, com exceção da Letônia e Estônia. A sede da CEI fica em Minsk-Belarus, que integra as 12 nações preservando a soberania de cada: Armênia, Azerbaijão, Belarus, Cazaquistão, Federação Russa, Geórgia, Moldava, Quirguistão, Tadjiquistão, Turcomenistão, Ucrânia e Uzbequistão. (“Tão” – sufixo que significa terra, no idioma urdu, afirmação de soberania na região).

06 – Das 12 repúblicas que formaram a CEI, a Federação Russa, foi a mais beneficiada, porque em seu território estão localizados importantes parques industriais, áreas de recursos minerais e energéticos, e porque herdou a Perestroika, cujas reformas já estão integradas a realidade russa.
07 – Problemas que comprovam a fragilidade da CEI:
·                                Supremacia da Federação Russa;
·                                Problemas econômicos - A CEI prevê a criação de uma moeda comum – o rublo, e a centralização das forças armadas. Entretanto a unidade não tem sido conseguida na prática, principalmente por conflitos separatistas e disputas pelo controle do poderoso arsenal nuclear da antiga UNIÃO SOVIÉTICA.
·                                Os recursos energéticos russos, espalhados pelos países agora independentes, tornam-se fontes de conflito que chega a atingir interesses internacionais.
·                                Disputas étnicas - as rivalidades étnicas constituem o grande foco da instabilidade política e social, sobretudo na Rússia, que conta com dezenas de grupos étnicos em seu território.

OBSERVAÇÃO:

- O grande líder reformista ou democrata da URSS, em 1991, era o presidente da Federação Russa, Boris Yeltsin.
- Consequências da transição de uma economia planificada para uma economia
capitalista ocorrida na Rússia: Mesmo seguindo um modelo de modernização de países subdesenvolvidos, priorizando o investimento em infra-estrutura com redução de verbas ao desenvolvimento social da população, a Rússia passa por problemas de transição de uma economia planificada (socialismo) para uma economia capitalista, trazendo como conseqüência: Privatização das antigas empresas estatais: Introdução da concorrência e da competição capitalista: Busca do lucro como meta política e econômica: Liberação dos preços e Abertura ao capital estrangeiro.

Aspectos Físicos da CEI

·        22.400.000 Km².

·        Está situado quase que na sua totalidade na região temperada. Apenas a porção norte localiza-se na zona glacial ártica: longos e rigorosos invernos na maior parte do país (Sibéria = -69°C). Temperaturas tão baixas congelam os solos e os rios, afetando a prática da agricultura, produção de energia elétrica e os transportes.

·        Grande parte do território é formado pela taiga siberiana e muitos de seu trechos são explorados pela industria madeireira. Ao norte, aparece a tundra, vegetação típica das áreas polares. O solo fica congelado a maior parte do ano;

·        Uma extensa faixa marítima, com mais de 10.000 Km, é coberta pelo gelo, dificultando a navegação durante, pelo menos, nove meses do ano. No curto período de verão, inúmeros rios despejam suas águas no Mar de Kara, como o lenissei, e no Mar de Laptev, como o Lena, entre outros.

01 – Questão das Nacionalidades

A US foi à herdeira, do prolongamento do Império Russo, fundado séculos atrás pelo Czar Ivan, o terrível. No processo de expansão territorial diversos povos de cultura, escrita, idioma e religião diferentes foram incorporados e subordinados ao governo centralizado em Moscou (russos, eslavos, finlandeses, mulçumanos, alemães, gregos, poloneses, moldavos, etc). Antes de ser extinta, a URSS abrigava 126 nacionalidades. A etnia predominante na União Soviética era a russa, 83% da população, e participa de todas as outras repúblicas, o que foi parte da campanha de Stalin para “russificar” a URSS e assegurar sua dominação e a unidade territorial da união. A composição étnica russa variada pode ocasionar a quebra da unidade territorial. Alguns grupos reivindicam mais autonomia junto ao governo em Moscou e esse processo se não for bem administrado poderá gerar movimentos separatistas, o que comprometeria a unidade territorial.

OBS.: Lembrar do Brasil que apesar da extensão territorial e da imigração na época da colonização existe integração cultural devido a miscigenação que ocorreu no país.

02 - Constituição Soviética.

A constituição soviética assegurava a igualdade entre as diversas etnias, mas na pratica acontecia algumas restrições:

* Boa parte das manifestações culturais de varias nacionalidades eram reprimidas;

* Quem sabia o russo tinha maiores possibilidades de atuação na sociedade, embora fosse possível a alfabetização na língua da república de origem.

OBS.: Lembrar dos exemplos brasileiros que sofrem restrições que ferem a constituição: negros, pobres, desempregados, idosos, presidiários, prostitutas, soropositivos, deficientes, etc.

Conclusão:

* Apesar da supremacia da Federação Russa, em relação a CEI, a situação econômica não pode ser considerada estável. O desemprego é elevado, existe um mercado clandestino (máfias) e as privatizações encontram-se em um ritmo muito lento. Além disso, a agropecuária decaiu, e os investimentos estrangeiros têm sido modestos em razão do quadro de instabilidade política e econômica.

* As três nações bálticas (Estônia, Letônia e Lituânia) nunca integraram o bloco, pois esses países pretendiam se aproximar da União Europeia (UE) e se distanciarem das repúblicas da antiga União Soviética. Além deles, a Geórgia desligou-se do grupo em 2009. Portanto, atualmente a CEI é integrada por 11 nações.

* com o fim da URSS e consequente autonomia das 15 repúblicas, houve a necessidade da formação de um bloco entre os países, visto que durante décadas eles compartilharam uma política comum, um governo central e forças armadas unificadas. Portanto, foi nesse cenário que a Comunidade dos Estados Independentes (CEI) foi criada.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

DEMOGRAFIA

Texto elaborado e complementar às explicações em sala de aula para as turmas do sétimo ano e, como revisão, para os demais alunos dos anos subseqüentes das séries finais do ensino fundamental.

DEMOGRAFIA

→ Corresponde à área da ciência geográfica que estuda a dinâmica da população humana.

 POPULAÇÃO
→ Conjunto de pessoas que vive em um determinado espaço, seja este sob a dimensão mundial, de um continente, de um país, de uma região, um estado ou uma outra área específica.

Em geral, em uma análise demográfica, são utilizadas as seguintes variáveis básicas: tamanho, estrutura e crescimento da população.

1. TAMANHO DA POPULAÇÃO
Subtende-se, como tamanho de uma população, o número de pessoas que residem em um determinado espaço.

. POPULAÇÃO ABSOLUTA
→ Trata-se do número total de habitantes de um determinado lugar.

Utilizamos o adjetivo populoso, quando nos referimos à população absoluta.

. POPULAÇÃO RELATIVA
→ Trata-se do número de habitantes por quilômetro quadrado (Km
2), ou seja, ela consiste na distribuição da população em relação à área. A população relativa é também denominada de Densidade Demográfica.
Sendo assim, a população relativa ou densidade demográfica de um determinado lugar é obtida através da divisão do número da população absoluta pela área territorial do espaço:

População Relativa = População Absoluta /Área Territorial
Utilizamos o adjetivo povoado, quando nos referimos à população relativa ou à densidade demográfica.

O recenseamento ou censo demográfico consiste na coleta periódica de dados estatísticos da população de um determinado lugar.

O primeiro censo oficial do Brasil foi efetuado em 1872. Antes deste, o levantamento da população contava, também, com os dados fornecidos pela Igreja. Os registros paroquiais auxiliavam para a contagem da população através do número de nascimentos, batismos e óbitos (mortes).

O levantamento demográfico do Brasil passou a ser realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE ( http://www.ibge.gov.br/ ), em 1936, ano em que a Instituição foi criada.

Os censos do IBGE são realizados com periodicidade decenal, isto é, são feitos de 10 em 10 anos, tendo o último ocorrido em 2000. Além destes levantamentos, entre o intervalo de dois recenseamentos é realizada uma contagem da população.

No entanto, por razões orçamentárias e financeiras, a contagem da população, planejada para o ano de 2005, foi transferida para o ano de 2007. Quando falamos em população devemos ter em mente que os dados levantados são, na verdade, estimativas, tendo em vista os seguintes aspectos: o número elevado de crianças não registradas no país e as dificuldades de acessibilidade dos agentes recenseadores às casas localizadas em áreas de risco (violência) etc.

. DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DA POPULAÇÃO
A distribuição geográfica da população na superfície terrestre não se caracteriza de maneira uniforme, tendo em vista a ocorrência de diferentes fatores que se apresentam como fatores de favoráveis e/ou de desfavoráveis à ocupação humana. Fatores estes, que podem ser de origem natural e/ou antrópicas.

Entre aqueles que se apresentam como fatores favoráveis destacam-se: os vales fluviais, a região litorânea, as áreas próximas aos grandes centros urbanos etc.

Em contrapartida, outros elementos se configuram como obstáculos, isto é, desfavoráveis à ocupação e fixação do homem e, entre estes, se destacam principalmente os de origem natural (áreas pantanosas, de condições climáticas rigorosas, áreas áridas ou desérticas, florestas, áreas montanhosas etc.).

Em função dos fatores favoráveis, podemos observar Áreas Ecúmenas, que consistem em espaços de fácil fixação e ocupação humana, isto é, áreas de condições habitáveis. Em contrapartida, temos as chamadas Áreas Anecúmenas, que correspondem às áreas de difícil fixação do homem, as quais se configuram como vazios demográficos.

O fato de o Brasil ser o quinto país mais populoso do mundo, mas apresentar uma densidade demográfica baixa, com cerca de 22 hab/Km² (2007), é justificada em razão da ocorrência de áreas anecúmenas em território brasileiro, como a Floresta Amazônica, o sertão nordestino, o pantanal, entre outros.

2. CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO
O crescimento populacional corresponde às mudanças que, ao longo do tempo, são verificados no quadro da população sob a influência das entradas e de saídas de pessoas no respectivo espaço.

Neste contexto as entradas significam os nascimentos e as imigrações registradas, enquanto as saídas correspondem ao número de óbitos e emigrações.

Sendo assim, para efeito do crescimento da população, devemos levar em consideração duas variáveis: o crescimento natural ou vegetativo da população (diferença entre as taxas de natalidade e de mortalidade) e o saldo migratório (a diferença entre imigrantes e emigrantes).

. TAXA DE NATALIDADE
→ Corresponde à relação entre o número de nascimentos ocorridos em 01 (um) ano e a população absoluta, tendo o resultado expresso, em geral, por mil.
Taxa de Natalidade = número de nascimentos/População Absoluta x 1000
Obs.: Multiplica-se o resultado, em geral, por mil (1.000) para facilitar a leitura e admitir a comparação internacional. Exemplo, um determinado espaço que apresente uma taxa de natalidade equivalente a 25%o (por mil) significa que em um ano, para um grupo de mil habitantes, nasceram vinte e cinco crianças vivas.

. TAXA DE MORTALIDADE→ Corresponde à relação entre o número de óbitos ocorridos em 01 (um) ano e a população absoluta, tendo o resultado expresso por mil.
Taxa de Mortalidade = número de óbitos/População Absoluta x 1000
. TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL
→ Trata-se da relação do número de crianças, de até 1 (um) ano de idade, que morrem para cada grupo de mil nascidas vivas.

. TAXA DE FECUNDIDADE
→ Corresponde à média de filhos, por mulher, na idade de reprodução.

Essa faixa de idade se inicia, em geral, aos 15 anos. Todavia, em muitos países como o Brasil, por exemplo, onde é comum meninas, abaixo dessa idade, terem filhos, esta taxa pode ficar um pouco distorcida.
. EXPECTATIVA DE VIDA
→ Consiste no índice que expressa a quantidade de anos que vive, em média, a população.

Este é um índice muito utilizado para análise do nível de desenvolvimento dos países. 3. ESTRUTURA DA POPULAÇÃO
Trata da composição da população em relação a fatores como etnia (estrutura étnica), idade e sexo (estrutura etária) e ocupação profissional (população ativa e inativa).

. ESTRUTURA ÉTNICA
A distinção dos indivíduos pela cor através da classificação geral de raças branca, negra, amarela e mestiça é, ainda, um fato muito controverso.

Hoje, em dia, emprega-se muito mais o termo etnia do que raça, uma vez que a primeira expressa não expressa só a cor, mas, sobretudo, a cultura de um determinado grupo étnico.

O Brasil é um país caracterizado pela grande miscigenação de grupos étnicos, seja esta advinda dos amarelos nativos (indígenas), dos brancos europeus, dos negros africanos e, ainda, dos mestiços.

Até hoje, a determinação do grupo étnico a qual pertence ou da cor, simplesmente, da pessoa é tarefa nada fácil a ser tratada, principalmente, quando a população apresenta uma grande miscigenação.

E, embora, a Legislação máxima do nosso país garanta que todos os grupos étnicos sejam iguais perante a lei, sabemos que nem sempre o mesmo princípio corresponde na prática.

. ESTRUTURA ETÁRIA
A composição da população, em termos de idade e sexo, é representada através de gráficos sob a forma de pirâmides etárias.

Os principais elementos de uma pirâmide etária são:
- Base (parte inferior, representando a população jovem);
- Corpo (parte intermediária/representando a população adulta);
- Cume ou ápice (parte superior/ representando a população idosa); - - - Ordenada (grupos ou faixas de idade);
- Abcissa (quantidade de pessoas em valor absoluto ou porcentagem).

Considera-se para efeito de faixas etárias, os seguintes segmentos:
. 0 a 19 anos: população jovem;
. 20 a 59 anos: população adulta;
. acima de 60 anos: população idosa.

Daí a origem da expressão “terceira idade” voltada para a população idosa.

As pirâmides de “países jovens”, ou seja, onde há elevada proporção de jovens em relação aos demais segmentos, apresentam uma base larga e o cume estreito, demonstrando baixo número de idosos. Este formato de pirâmide caracteriza a estrutura da população da maior parte dos países subdesenvolvidos.

Por sua vez, os chamados “países velhos” são aqueles, cuja estrutura etária configura uma pirâmide de base mais estreita, configurando a baixa porcentagem de jovens e o cume mais largo, tendo em vista a grande proporção de idosos.

O formato da pirâmide etária vai sofrer modificações estruturais em função da evolução demográfica dos países, a qual se encontra interligada ao estágio sócio-econômico vigente.

Notadamente, quando ocorre o desenvolvimento do país, verifica-se um gradativo estreitamento da base da pirâmide e um alargamento tanto do corpo quanto do ápice. Isso decorre em razão da redução da taxa de natalidade e do aumento da expectativa de vida da população.

Em termos de sexo, na pirâmide etária, os homens são representados à esquerda e mulheres à direita. O eixo vertical representa as idades e o eixo horizontal pode representar o número de habitantes.













. ESTRUTURA POR OCUPAÇÃO PROFISSIONAL
O levantamento da estrutura da população, neste aspecto, classifica o indivíduo em dois grupos, levando em consideração a sua situação em termos de ocupação profissional e, também, de idade (no que se refere aos menores de idade).
Vale ressaltar aqui que o termo ocupação subentende-se em atividade no mercado de trabalho formal (com carteira assinada e todos os direitos trabalhistas assegurados) como o informal (sem registro e direitos trabalhistas).

Sendo assim, a população pode ser classificada em:
- População Economicamente Ativa (PEA): é considerada deste grupo, toda e qualquer pessoa que esteja empregada ou à procura de emprego.
A idade base considerada para o cálculo da PEA, nos países desenvolvidos, é a de 15 anos. No caso do Brasil, a idade é de 16 anos, tendo em vista que a Constituição Brasileira estabelece esta faixa etária como idade mínima para o ingresso no mercado de trabalho. .
- População Economicamente Inativa (PEI): faz parte deste grupo, os indivíduos que não estão empregados, como os aposentados, as donas de casa que não exercem atividade econômica remunerada, as crianças e adolescentes que ainda não atingiram a idade mínima para ingressar no mercado e os estudantes.
- População em Idade Ativa (PIA): é uma classificação etária que compreende o conjunto de todas as pessoas teoricamente aptas a exercer uma atividade econômica. No Brasil, a PIA é composta por toda população com 16 ou mais anos de idade e subdivide-se em População Economicamente Ativa e a População não Economicamente Ativa. O conjunto de pessoas com menos de 10 anos de idade corresponde à População em Idade Economicamente Não-Ativa (PINA). Apesar da proibição legal, o trabalho infantil é considerado pelo IBGE para o cálculo da PEA, a partir de 10 anos de idade, por ser uma prática ainda explorada.
OBS.: É importante frisar a importância direta e indiretamente da População Economicamente Ativa sobre a População Economicamente Inativa, pois a mesma é que contribui e assegura condições para a viabilização de investimento sociais, tanto na área de educação, saúde e segurança pública, bem como à aposentadoria.

FUSOS HORÁRIOS

FUSOS HORÁRIOS

Quando o relógio marca 9 horas da manhã em São Paulo, no Brasil, são 9 horas da noite em Tóquio, no Japão. Ou seja, enquanto a gente estuda e trabalha, lá do outro lado do mundo, as pessoas se preparam para dormir e vice-versa. Tudo isso acontece porque estamos em partes diferentes do planeta que recebem luz do Sol em horários diversos. Para facilitar o comércio e a navegação e evitar confusões com as diferenças entre as várias regiões do mundo, foi estabelecido um padrão internacional para contagem das horas. Veja aqui como funcionam os fusos horários.

Dia e noite

Para falar de fuso horário, é preciso entender primeiro por que temos o dia e a noite. A Terra, assim como os demais planetas do Sistema Solar, gira sobre si mesma, no movimento conhecido como rotação. Para completar uma volta sobre o seu eixo, a Terra leva cerca de 24 horas – ou um dia. É essa volta que marca a diferença de tempo entre os diversos países. Enquanto gira, uma parte do globo recebe luz do Sol e a outra fica no escuro. Brasil e Japão estão exatamente em partes opostas do globo. É por isso que quando é dia num lugar, é noite no outro.

Os fusos e a hora oficial

Imagine um mundo onde cada cidade tivesse seu horário local sem se preocupar com o que acontece nos outros lugares? Isso era realidade até a metade do século XIX. Nesse período, a rápida expansão do transporte ferroviário e das redes de comunicação telegráfica mostrou que era preciso urgentemente estabelecer um padrão mundial de marcação da hora local nas diversas partes do globo. Esse problema era muito sentido principalmente nos Estados Unidos e no Canadá, onde aconteciam muitas confusões com os horários de trens que atravessavam esses países de costa a costa.
Pelo sistema de fusos horários, a circunferência da Terra (360º) é dividida pelo número de horas do dia. O resultado são 24 meridianos longitudinais, cada um com 15º e equivalentes a uma hora. Esses meridianos é que são chamados fusos horários.

O fuso zero

Fuso zero é o meridiano de referência ou a longitude 0º (zero grau) em relação ao qual as horas em todos os lugares do globo são calculadas. Em 1884, a Conferência de Washington, nos Estados Unidos, decidiu que o meridiano de origem seria o de Greenwich – sede do Observatório Astrônomico Real inglês. Esse meridiano é uma linha imaginária que cruza Greenwich, no subúrbio de Londres, Inglaterra. É ele que determina a hora oficial no mundo.
O Meridiano de Greenwich foi escolhido por dois motivos. Primeiro porque ele já era utilizado nos Estados Unidos como referência para a marcação das horas. Segundo, porque 72% das transações comerciais usavam cartas marítimas que tinham esse meridiano como longitude 0º.

Calculando a hora no mundo

Os fusos horários são contados de 0 a 180º para oeste e para leste de Greenwich. Como a Terra gira no sentido oeste-leste, a cada 15º, partindo de Greenwich para o leste, as horas aumentam e para o oeste, diminuem. Assim, para saber que horas são em uma determinada cidade é preciso primeiro saber em que meridiano ela está e se está a leste ou a oeste de Greenwich. Por exemplo: São Paulo está no fuso 45º oeste. Isso quer dizer que a hora local em São Paulo será 3 horas a menos que na cidade inglesa. Se em Greenwich são 14 horas, em São Paulo serão 11 horas. Isso se não estivermos em horário de verão...

O horário de verão

A adoção do horário de verão é uma forma de economizar energia elétrica e evitar sobrecarga do sistema e blecautes no início da noite, quando aumenta o consumo de eletricidade. A medida
não é exclusividade do Brasil e é adotada em muitos outros países, como Estados Unidos, Japão e também na Europa.
Como na época de verão o dia é mais longo do que a noite, a idéia é de aproveitar melhor a luz natural. Por isso é que os relógios são adiantados. Assim, não só se aproveita mais a luz da manhã (porque acordamos mais cedo), como também a luz do final do dia, gastando-se menos energia elétrica.
Em regiões que estão muito próximas à linha do Equador, como o Norte e grande parte da região Nordeste do Brasil, o horário de verão não costuma ser adotado porque a duração do dia e da noite é praticamente a mesma durante todo o ano. Já no Rio Grande do Sul, os dias no verão chegam a ser quatro horas mais longos que no inverno. No Brasil, o horário de verão foi utilizado várias vezes ao longo do século XX, mas desde 1985 ele tem sido adotado a cada ano.

Você sabia?

O Brasil tem quatro fusos horários, ponto de vista teórico; do ponto de vista prático temos 3 fusos horários – todos atrasados em relação a hora mundial – GMT = Greenwich Meridian Time.
Como ocorre em diversos países extensos, atravessados por mais de um fuso horário, as linhas são alteradas para que o dia-a-dia das pessoas fique mais fácil. Se essas linhas fossem respeitadas à risca, a cidade do Recife, por exemplo, estaria uma hora adiantada em relação ao interior de Pernambuco. Isso porque esse Estado e muitos outros da região Nordeste são cortados ao meio por uma linha de fuso. Se não houvesse a alteração, seria muito complicado para os habitantes conciliarem horários de bancos, comércio e meios de transporte nas diferentes cidades. A hora oficial, que determina qual vai ser o horário numa determinada região, é fixada pelo governo. A Argentina, por exemplo, está localizada no fuso 60º oeste, portanto, a menos 4 horas em relação a Greenwich, mas adota como hora oficial à de Brasília, que está no fuso 45º oeste.
O país que tem mais horários diferentes é a Federação Russa. Ao todo, são dez fusos, de leste a oeste. Isso significa que, quando é meio-dia na capital Moscou, já são 10 horas da noite nas cidades do extremo leste russo!

Mudança de data

Com uma referência como o meridiano de Greenwich, é fácil sabermos quando é meio-dia num lugar e meia-noite em outro. Mas como definir em que ponto do globo muda o dia? Isso também foi decidido na Conferência de Washington em 1884. A Linha Internacional da Data, que corta o oceano Pacífico de norte a sul, é a convenção geográfica que estabelece em que data está cada ponto da Terra. Essa linha é um prolongamento do Meridiano de Greenwich para o lado oposto do globo – ou seja, 12 horas depois – e corresponde ao meridiano 180º. Ao atravessá-la, muda-se para o dia anterior (de oeste para leste) ou para o dia posterior (de leste para oeste). Complicado? Vamos colocar desse modo: qualquer que seja a data em um lugar à oeste da linha, o leste estará na mesma hora no dia anterior. Assim, quando for zero hora de 15 de junho na Linha da Data, os lugares que ficam a leste dela marcarão o mesmo horário, só que a data será 14 de junho.

A virada do ano

Em que lugar do mundo o ano vira primeiro? Agora que conhecemos a Linha Internacional da Data fica fácil responder a essa pergunta. Um lugar pouco badalado que é um dos primeiros a 'ver' o ano-novo é a cidade russa de Uelen, na fria região da Sibéria. Uelen está situada no extremo leste da Rússia, junto ao Estreito de Bering, que divide a Ásia da América do Norte. Mas são as paradisíacas ilhas do oceano Pacífico que chamam a atenção do mundo. É para lá que vão milhares de turistas de vários países até o último dia de dezembro para comemorar a chegada do ano-novo. Países como Tonga e Kiribati e as Ilhas Chatham, que pertencem à Nova Zelândia, estão próximos da Linha Internacional da Data e separados entre si por alguns poucos minutos. Kiribati, por exemplo, é um arquipélago cortado pela Linha da Data. Enquanto a capital Bairiki estará comemorando o 1º de janeiro, as ilhas à leste – que estão no meridiano 180º oeste – têm que esperar quase um dia para fazer o mesmo. Igual paciência precisam ter os habitantes de Samoa Ocidental, também na Oceania.

A doença do fuso horário

O jet lag ou doença do fuso horário é muito comum quando se atravessa muitos fusos horários em pouco tempo. Esse problema acontece devido a um descompasso entre os ritmos internos do organismo e os externos. Além da queda no desempenho e na concentração, a doença pode resultar em irritabilidade, cefaléia, taquicardia e alteração dos padrões de sono e fome. Ela também é comum em pessoas que estão submetidas a turnos irregulares de trabalho.
        A adaptação a um novo fuso horário pode levar de 3 a 18 dias. Evitar café e bebidas alcoólicas e ter uma boa noite de sono na véspera da viagem são as principais recomendações para ajudar o organismo a acostumar-se ao novo ritmo.